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Da Redação
Olá leitor,
O BLOG . ARTES abre esse espaço para a discussão de música, literatura, cinema e artes plásticas. Aqui você encontrará resenhas de livros, comentários de shows, exposições, artistas e filmes. Nosso objetivo é falar de assuntos que são tratados superficialmente pela mídia, ou ainda, abordados de maneira mercadológica.
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Quarta-feira, Agosto 18, 2004
Resenha: One Day Remains - Alter Bridge

Por Priscila Roque


Myles Kennedy - vocalista


Nota: 9
O Alter Bridge é nova banda dos ex-integrantes do Creed (Mark Tremonti - guitarra, Scott Phillips - bateria e Brian Marshall - baixo). Para situar os leitores, o Creed terminou suas atividades em junho. O vocalista Scott Stapp seguiu em carreira solo e os demais integrantes convidaram um novo vocalista, Myles Kennedy, e fundaram o Alter Bridge.

Este primeiro álbum da banda, intitulado One Day Remains, tem lançamento mundial previsto para o dia 10 de agosto. Ao ouví-lo na integra, têm-se a impressão de que esse é um disco muito bem estruturado, com boas composições e um instrumental que não deixa nada a desejar. Nesse tempo que o Creed não esteve mais na ativa, Tremonti e sua turma aproveitaram para trabalhar pesado nesse novo projeto. Com o fim da banda, o tempo disponível aumentou e o trabalho rendeu muito.

As composições fogem um pouco da temática do Creed, porém uma "vaga" lembrança da ex-banda está presente em algumas faixas do disco. Porém, essas faixas que se aproximam mais da cozinha do Creed já eram esperadas, até porque o instrumental completo é composto pelos próprios ex-integrantes da banda. Um "estilo" Creed com vocal novo? Não... está bem distante disso. A banda mostra peso, as guitarras do Tremonti passeiam por outro caminho.

Falando na melodia, o disco já começa com duas "porradas". Find the Real e One Day Remains mostram postura e impõe respeito ao ouvinte. Open Your Eyes é a faixa mais comercial do disco. O instrumental lembra muito o Creed, mas fica claro que a posição da banda perante esse som não é de ser uma lembrança e sim uma influência da antiga banda e ponto final. O vocal é redondinho e bem trabalhado.

Na seqüência, Burn It Down, Broken Wings e Metalingus, mostram que o disco segue uma risca, que trabalha em apenas um segmento. Talvez essa seja a identidade da banda. As baladas são boas, porém as porradas parecem tornar-se marca registrada do Alter Bridge. Mesmo nas ditas "baladas", o vocal demonstra muita força - longe de ser algo meloso.

Tá, tá... de meloso tem In Loving Memory. Inegável que essa não seja uma balada melosa. Mas no bom sentido. Uma faixa cheia de sentimento e que pede um vocal talvez, digamos, mais delicado.

O disco fecha com uma faixa nada curiosa intitulada The End Is Here. Acho que o pecado está aí. É uma boa música, mas, particularmente, não gostei do trocadilho...

Depois da audição completa do disco, pude perceber que o vocal do Myles tem uma leve influência do Chris Cornell no auge do Soundgarden - ponto chave para traduzir o disco "One Day Remains" num ótimo começo de carreira para essa banda que promete não só tomar o lugar vazio deixado pelo Creed, como também conquistar muitos outros novos ouvintes.


Site oficial:
www.alterbridge.com


Postado por Blog . Artes 3:23 PM
Comentários:

Terça-feira, Agosto 17, 2004
Olga: VEJA!!

Por Nara Rezende

Quem leu a Veja deste domingo viu a crítica que é feita sobre o filme Olga. Parece que o filme é comparado a uma novela, se não me engano....

Não concordo!. E, olha, que vi de perto as declarações de Fernando Morais, de Jayme Monjardim, da roteirista, me fugiu o nome agora e da própria Camila Morgado, tb. A questão é a seguinte. Quem leu o livro sabe quão intenso ele é!! A história tem um certo lirirsmo, lirismo, este, que está na vida de Olga Benário Prestes.



Aliás, nem acho que lirismo seja o termo correto. É emoção, mesmo! Desculpe-me aqueles que acham que uma vida intensa, cheia de emoções esteja intimamente ligada ao dramalhão de uma novela.

O que a direção, impecável, devo dizer, faz, é contar a vida de uma mulher, unindo história e alguns nuances de ficção de maneira pontual, coesa e certíssima. Não há nada no filme de novela, muito menos de dramalhão mexicano.

Olga é impecável, fabuloso e, na minha opinião, o melhor filme brasileiro de todos os tempos. É, enfim, imperdível.

Estréia dia 20, no Brasil.


Postado por Blog . Artes 12:24 AM